<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627537383156541755</id><updated>2011-04-21T17:30:21.954-07:00</updated><title type='text'>Pensar um pouco não cansa...</title><subtitle type='html'>Quem tem certeza de tudo - como suas opiniões e ideologias - é um tolo, pois os sábios sempre perseguem a dúvida...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensarumpouconaocansa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627537383156541755/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensarumpouconaocansa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Allan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13778132922770395129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627537383156541755.post-7476373666836025786</id><published>2009-05-18T21:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T21:05:48.929-07:00</updated><title type='text'>Plantar para colher</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Analisando o cenário agrícola mundial - e o brasileiro, em especial - notamos um passo adiante no que víamos a anos atrás, vivemos uma era "pós-revolução verde" da metade do século passado onde a crença geral era de que só a expansão em larga escala do processo monocultor e a subsequente introdução de tecnologias (com agrotóxicos num primeiro momento e engenharia genética posteriormente) poderia suprir a necessidade latente do ser humano por alimentação e matérias-primas, apesar de ser uma visão atrasada do ponto de vista ambiental, ainda é a maior face agrícola principalmente no nosso país e estado.&lt;br /&gt;Porém, erroneamente, creditava-se às espécies cultivadas o papel de vilãs; quem nuca ouviu boatos acerca de como o eucalipto seca a terra terminando com a água do subsolo? Francamente descredibilizo esse tipo de opinião senso comum e sem embasamento científico justamente porque as práticas da agricultura intensiva, por si só, acumulam argumentos contra as mesmas e ela própria utiliza-se deste tipo de argumentação para manter a empresa agrícola a salvo buscando, em teoria, aprimoramentos para que as esécies se tornem menos agressivas ou danosas ao solo.&lt;br /&gt;Mas se concordamos que as espécies por si só não comprometem a estrutura ambiental, por que demonizá-las tanto? Porque aparentementemente são as plantas cultivadas que causam os estragos, mas se aprofundarmos um pouco a análise vemos que a estrutura da empresa agrícola ultrafundiária monocultora que está exaurindo o fator de produção mais caro e não renovável, a terra.&lt;br /&gt;Se depreendermos da época da supervalorização fundiária como conceito central de modo de produção, no caso, do feudalismo, sabemos que um dos maiores avanços de produtividade foi a descoberta da rotação de culturas, onde utilizava-se culturas diferentes ao longo de um período curto de anos e cada uma para que não se esgotassem todos os nutrientes da terra, já que plantas diferentes utilizam minerais diferentes.&lt;br /&gt;Porém quando analisamos a plantação do eucalipto ou do pinus devemos levar em conta a seguinte informação: que sua extração ou colheita se dá em três etapas, uma aos 7, a segunda aos 14 e a terceira e definitiva aos 21 anos de idade. Portanto trata-se de uma monocultura de grande escala que fica usufruindo dos nutrientes de determinado espaço por mais de duas décadas. Assim concluimos que a culpa não é da espécie em si, mas do manejo utilizado sempre a maximizar o lucro e minimizar os custos, sem se importar com os reflexos de longo prazo no meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que me preocupa é a utilização dessas espécies como via alternativa de reflorestamento, já que, como analisamos anteriormente, esse tipo de plantação caracteriza -se como monocultura e não como reconstituição de mata. Vê-se que em suas regiões típicas (eucalipto na austrália, por exemplo) essas espécies são fundamentais e indissociáveis de seus biomas, convivem com dezenas de outras espécies vegetais e animais num sistema complexo. Aqui são espécies forasteiras sem qualquer tipo de controle. Cabe como exemplo a Holanda, onde há, atualmente, programas para erradicar estes reflorestamentos homogêneos de pinus, dos séculos XIX e XX, e deixar que a natureza restaure a biodiversidade. Certamente daqui a cem anos os assim chamados ‘países em desenvolvimento’ terão que adotar medidas drásticas similares, mas sem esquecer que a biodiversidade perdida aqui é infinitamente amior do que a dos Paises Baixos.&lt;br /&gt;Por isso devemos analisar o sentido que a agricultura de florestas está tomando e, a partir dela, ampliarmos o debate para toda a estrutura agrícola monocultora que - do ponto de vista de seu poderio econômico - está tão forte como sempre foi, porém está destruindo ruidosamente algo irreparável: nossos meios de subsistência como espécie humana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627537383156541755-7476373666836025786?l=pensarumpouconaocansa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensarumpouconaocansa.blogspot.com/feeds/7476373666836025786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pensarumpouconaocansa.blogspot.com/2009/05/plantar-para-colher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627537383156541755/posts/default/7476373666836025786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627537383156541755/posts/default/7476373666836025786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensarumpouconaocansa.blogspot.com/2009/05/plantar-para-colher.html' title='Plantar para colher'/><author><name>Allan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13778132922770395129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
